Navegando pelo mar da vida, enfrentando monstros marinhos e criatura horrendas, enfrentando uma luta diária, rotineira, de tão exaustiva como mortificadora, perturbadora e inflamatória, de tão fomentadora de terror… que quando vislumbro a calma do mar, o momento relaxante, a envolvência das formas culminadas com um arrebatar de emoções translúcidas e vivificantes, aí vivo.
Toda a alegria exógena é transformada em felicidade endógena, da multiplicidade vivencial nasce um sentido único, uma perspectiva transcendental à própria pessoa, só conseguida através de uma energia absorvente que extravasada dilata a consciência do ser.
A terra que avisto é sentida de uma forma incomensurável, é um autêntico caminhar de sentimentos numa só direcção. Sinto alegria pela caminhada exponensiadora de um sentido à muito procurado, mas fulminantemente feroz e desmedida, a percepção temporal é redundantemente insignificativa e veloz para um ser tão débil e iminentemente temporal que aflora o seu destino como o nada ao tudo que conhece.
A onda que me impulsiona à praia é de tal forma um baluarte de toda a minha convicção que me abarca em seus “braços”, faz-me percorrer e galgar mar como um verdadeiro peixe do mar.
O abstraccionismo humano é culminado numa aproximação única à imensidão da natureza existente, a dimensão única de um peixe é ampliada à minha, o caminho que um percorre é contemplado pela perspectiva do outro, a multiplicidade tende a unificar-se e criar um entre vários.
A razão do meu viver confunde-se com a vontade do meu querer…querer a essência da substancia substancial à verdadeira génese, a proliferação de sentimentos impulsiona-me e alegra-me.
Este pequeno texto é para todos aqueles que se sentem implicados dentro do meu pequeno ser, neste dia em que celebro a força do milagre que Deus fez questão de presentear a mulher que dá à luz. Para vocês que caminham comigo neste mar do conhecimento, espero que “cheguemos bem à praia”, e que com isso sejamos felizes embora estejamos iminentemente destinados ao sentido nostálgico de momentos em que partilhamos o que de mais profundo podemos dar, para que o outro seja vida a partir disso…um obrigado a vocês que me impulsionam a agir.
Neste momento, neste dia, o importante é não estar voltado para dentro, mas sim contemplar o fora a partir de dentro.
Obrigado à turma…
Pedro Aniceto
Profundo, muito profundo! Denso na emoção implícita, pleno de sentimento!
ResponderEliminarDe facto o momento de saída e entrada num novo ano pessoal é um momento propício à reflexão, em que tal como no Ano Novo deveríamos fazer uma introspecção, libertar aquilo que já não nos serve e abrir espaço e caminho para o novo.
Que este ano que se inicia para ti, te traga muitas coisas boas e redescobertas luminosas! ;)
Para um texto profundo, um comentário não tão linear!... hehehe