Hoje fui ao Piaget e fiquei triste ao saber de mais algumas "coisices" que aconteceram NA turma. Não me interessa exactamente o quê ou quem, mas uma nova carta à direcção emergiu no seio da turma; ao que me pareceu de tão mau tom como a anterior, igualmente criativa, embora talvez menos educada. Já me expressei diversas vezes sobre isto, hoje apeteceu-me fazê-lo aqui.
Será que o facilitismo que tem sido característico neste curso ajuda (e será necessário definir o conceito de ajuda com uma perspectiva mais abrangente) alguém em algum coisa? Será que queremos comprar um curso ou queremos aprender de facto alguma coisa? Será que cada um de nós tem consciência que a forma de ensino do instituto em que estudamos vai influenciar a forma como o mercado de trabalho nos vai olhar "lá fora" e que a forma de ensino não é "moldada" apenas pelos professores, mas também pela postura de todos nós? Estamos no ciclo ou no ensino universitário? É que se estamos no segundo caso, a situação pressupõe um outro nível de maturidade. Já nem falo nas cábulas - cada um sabe de si e da sua consciência; quanto aos plágios e cópias integrais (e porventura mal feitas) nos trabalhos, nem todos os professores são um Gonçalo Feio, o que é pena diga-se de passagem, também considero uma desonestidade para consigo mesmo (o aluno, claro está); reivindicações pouco coerentes, que se tornam convites para continuar a baixar a qualidade do ensino que temos, autênticas odes à imaginação, também não me parecem ajudar em nada.
Fenómenos projectivos e de transferência é coisa que não falta por aqui!
Desculpem lá o desabafo! E se quiserem... olhem aí o ego! (ao estilo: "olha aí o frango!")
Parafraseando o Prof. Fausto, "estas turmas das novas oportunidades parecem aquelas reuniões de encarregados de educação, onde os paizinhos vão para lá reclamar e discutir tudo e mais alguma coisa a que se acham na legitimidade de argumentar para favorecer as condições de ensino das suas criancinhas".
ResponderEliminarCostuma-se dizer que nunca devemos deixar morrer a criança que há em nós e parece-me que é precisamente isso que alguns colegas procuram a todo o custo fazer prevalecer.
Como diz o Carlos Amaral Dias, o adulto coloca as asinhas de anjinho nas crianças quando percebe que ele próprio em criança nunca foi ingénuo. Concordo plenamente, só é pena que as nossas crianças para além de não serem ingénuas também são, muitas vezes, maldosas.
Concordo contigo e de alguma forma com o prof. Fausto. Prefiro no entanto pensar que as atitudes d(est)as nossas crianças se devem à ignorância e não à maldade (sem contestar a existência da maldade em si). Elas não sabem que agir segundo a ignorância não as leva a lado algum, bem pelo contrário, leva-as a regredir ainda mais, pois prefiro ver o mundo em volta delas a continuar a evoluir e progredir no seu caminho! ;)
ResponderEliminarPiadas internas à parte, estas nossas "crianças" ainda não perceberam que só se estão a enganar a si próprias e quando "acordarem" para outra realidade, pode já ser tarde demais.
(tss)