Aqui estão as perguntas seleccionadas em aula, para a frequência. Destas seis, teremos de escolher quatro para responder e teremos uma quinta proposta pela professora, que saberemos quando tivermos a frequência à frente.
Não se esqueçam que as respostas que aqui se encontram são sugestões dos autores das perguntas e respectivos trabalhos. São um mero enquadramento, devendo a nossa resposta ser mais completa, sempre que possível.
1 - Quais as teorias do esquecimento? Explique-as. (Sofia Miranda)
Quatro teorias principais têm sido apresentadas para explicar por que o esquecimento ocorre. Cada teoria enfoca um diferente estágio do processo de memória ou um tipo particular de problema no processamento da informação.
A teoria do esquecimento da interferência afirma que lembranças são esquecidas tanto em razão das interferências proactivas quanto das retroactivas. A interferência proactiva ocorre quando uma informação previamente aprendida interfere na informação aprendida recentemente. Por exemplo, a aprendizagem de uma segunda língua pode inibir a recuperação da primeira.
A interferência retroactiva ocorre quando a informação aprendida recentemente interfere na informação previamente aprendida. Por exemplo, a aprendizagem inicial com a língua estrangeira, por exemplo o espanhol, pode interferir com a aprendizagem do italiano como segunda língua estrangeira.
A teoria do esquecimento por deterioração simplesmente postula que a memória, como todo o processo biológico, se deteriora como passar do tempo.
A teoria do esquecimento motivado postula que pessoas esquecem-se de coisas que são dolorosas, que causam medo ou que são constrangedoras.
A teoria do esquecimento da falha de recuperação, sugere que a informação armazenada na MLP (memória longo prazo) nunca é esquecida, mas pode, por algumas vezes, estar inacessível.
2 – Defina linguagem e pensamento e de que forma se influenciam reciprocamente? (Filomena Sousa – reformulada)
A linguagem é a faculdade de expressão e comunicação que faz uso de um sistema de signos convencionais. E que apresenta cinco propriedades fundamentais. É inovadora ou criativa, todos os seres vivos podem dizer e compreender frases que nunca antes ouviram. É estruturada, só alguns dos possíveis arranjos dos elementos linguísticos (fonemas, palavras, etc.) são permitidos. É significativa, cada palavra ou combinação de palavras traduz uma ideia com significado (o conceito). É referencial, reporta-se a coisas, cenários e acontecimentos do mundo extralinguístico. É interpessoal, permite-nos comunicar com outras pessoas.
O facto mais importante colocado pelo estudo genético do pensamento e da linguagem é o facto de a relação entre ambos passar por muitas alterações, podem cruzar-se repetidas vezes, podem aproximar-se e correr lado a lado, podem até fundir-se por momentos, mas acabam por se afastar de novo.
O pensamento é um mediador entre a linguagem e o mundo objectivo. As palavras são mapas do modo como pensamos. Os significados e o pensamento são abstracções. O pensamento é o condutor que dirige imediatamente as viagens da linguagem. Pensamos à medida que falamos ou escrevemos, para nós próprios ou para os outros. Podemos, ocasionalmente, pensar naquilo sobre que vamos falar, mas não no modo como o diremos. Se paramos para considerar como entraremos numa discussão, normalmente não entramos nela. O fluxo da conversa, ou do próprio pensamento, proíbe, normalmente, um planeamento prévio. Normalmente, não sabemos como vai terminar uma frase quando a iniciamos. Falamos e o nosso pensamento progride. Mas, para criar e explorar experiências, o pensamento precisa de mais do que linguagem, e de mais dos personagens reais ou imaginárias que utilizem a linguagem. O pensamento precisa de cenários e apoios. Precisa de mundos imaginários. As imagens e cenas que construímos na solidão da nossa mente, os nossos sonhos e fantasias, são tanto um produto do pensamento como as vozes interiores que ouvimos. Reflectem o pensamento e facilitam-no, mas não são o pensamento. O pensamento está para lá das imagens; as imagens não explicam a linguagem.
3 – A atenção tem 4 funções principais. (Sara Funy)
a) Diga quais são.
b) Defina atenção selectiva segundo o modelo do Bradbent e dê exemplos.
a) Dividida, Vigilância, Busca, Selectiva
b) Estamos constantemente a fazer escolhas em relação aos estímulos aos quais prestamos atenção e aos estímulos que ignoramos. Optamos por fazer uma atenção focada. De uma forma mais sucinta. Atenção selectiva é o processo através do qual escolhemos prestar atenção a certos estímulos e não a outros.
Exemplo: podemos prestar atenção à leitura de um livro e ao mesmo tempo conseguimos ignorar outros estímulos, tais como o som de uma televisão que está próxima.
Modelo de Broadbent segundo este autor atenção selectiva baseia-se na existência de uma filtração da informação imediatamente após o seu registo a nível sensorial.
Na visão deste modelo existem múltiplos canais de entrada de dados sensoriais que chega a um filtro de atenção este permite apenas que um deles passe para chegar ao processo de percepção.
Assim a eliminação de outros estímulos vai permitir atingir a níveis elevados de processamento da informação seleccionada.
(Por exemplo quando estamos num restaurante ocorre várias conversas simultaneamente no entanto nossa atenção ficará activa para o tema que mais nos interessa no momento).
Nesta situação existe factores que nos ajudam a prestar atenção selectivamente.
1- Refere-se as características sensoriais específicas da fala. Ex. Tom agudo, grave e velocidade
2- Intensidade do som. Ex. Volume, localização da fonte do som.
4 – Dê alguns exemplos de estratégias de memorização e de recuperação da informação e explique porque razão a simples utilização da estratégia não melhora necessariamente o desempenho. (Sofia Morgado – reformulada)
As estratégias para a memorização de informação são as mais diversas, desde a repetição de um número de telefone ou uma lista de compras, à elaboração, associando por exemplo determinados objectos de uma lista a lugares do dia a dia, passando pela organização, como a divisão de um número de telefone em grupos de algarismos, ou as mnemónicas, que já eram usadas na Antiga Grécia, criando uma história com os artigos da lista de compras ou exagerando determinadas características para uma mais fácil recordação.
A utilização da estratégia não melhora necessariamente o desempenho, pois pode existir uma deficiência de utilização da estratégia (e.g. sabermos que uma estratégia específica não nos será benéfica em determinada situação), havendo a necessidade de saber quando usar uma estratégia e quais melhor se aplicam, assim como a necessidade de uma maior percepção sobre a nossa memória (e.g. o facto de sermos melhores numas coisas do que noutras).
5 - Diga o que entende por Adaptação Sensorial e dê um exemplo. (Sara Marques)
A adaptação sensorial é quando a nossa capacidade sensorial se ajusta a um estímulo. Ex: quando entramos num café onde se encontram pessoas a fumar ao início conseguimos sentir o cheiro do tabaco mas com o passar do tempo mal sentimos o cheiro.
6 – Defina metacognição e estabeleça a diferença entre pensamento indutivo e pensamento dedutivo. (Ana Lúcia e Cláudia)
A Metacognição, é um termo usado quando nos referimos ao conhecimento que os indivíduos possuem das suas próprias capacidades e das suas próprias limitações cognitivas.
A metacognição é então defenida, como o conhecimento ou a actividade cognitiva que se regula a si mesmo como objecto, este domínio inclui o conhecimento que possuimos da natureza dos outros seres como seres pensantes, assim como as tarefas e as estratégias cognitivas possiveis para realizar, o que inclui as capacidades executivas de tratamento e de regulação das actividades cognitivas.
(falta a segunda parte da questão na resposta)
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