Segundo Carlos Amaral Dias, no livro Eu Já Posso Imaginar Que Faço, uma alucinação é, no sentido psicopatológico, uma percepção sem objecto. Para além da psicopatologia, a alucinação é um dos fenómenos hipnóticos que podem ocorrer espontâneamente ou em resposta a sugestões nesse sentido.
A alucinação pode envolver todos os sentidos ou parte deles e pode ser positiva ou negativa. Esta caracterização nada tem a ver com o facto de uma ser melhor do que a outra, mas como o facto de que a alucinação positiva se refere à percepção de um objecto que se encontra ausente (daí o positivo, de adiccionar algo ao ambiente em volta) e a alucinação negativa refere-se à não percepção do objecto presente (daí o negativo, da subtracção de algo). Um exemplo de alucinação positiva pode ser ver um elefante na sala de aula e um exemplo de alucinação negativa pode ser não ouvir um telefone que toca.
Quando estamos num estado hipnótico facilmente ocorre uma alucinação (entre outros fenómenos) e tendo em conta que nos encontramos tantas vezes em estados hipnóticos ao longo do nosso dia, quantas vezes olhamos para as chaves do carro e continuamos à procura delas? Ou os óculos? Quantas vezes não percepcionamos o som de alguém que nos chama pelo nome, enquanto nos preocupamos com algo que temos para fazer no dia seguinte? Estas são das alucinações mais comuns.
Apenas para esclarecer... um estado hipnótico é, de facto, um estado de atenção focada em algo, em que a nossa atenção consciente deixa de estar dispersa pelos diferentes estímulos que nos chegam para se focar em algo específico de uma forma intensificada.
muito bem:) parece que fui o primeiro a ver a tua publicação, era para enviar uma palavra de força e animo:)
ResponderEliminarMuito bem :-)
ResponderEliminarQueria só acrescentar 3 definições rápidas sobre este tema, que tem sido um dos mais recorrentes que tenho tido com o Manuel.
- Alucinação: Erro de percepção.
- Ilusão: Erro de crença.
- Delírio: Confusão entre a realidade externa e a psíquica.