terça-feira, 28 de julho de 2009

Reflexos do tempo



Seria de esperar que este tipo de situações só se passasse com os miúdos? Pois... mas não! Infelizmente também se passa em turmas de graúdos!

Reflexos do tempo? Pois... não sei! Das mentalidades, talvez. Se gostaria que voltasse atrás? Por vezes sim, mas é só quando me sinto indignada com determinado tipo de situações. No geral: como em tudo, nem oito nem oitenta!

1 comentário:

  1. Este cartoon fez-me interpretar de forma que aquelas crianças nas duas imagens continuam a ser as crianças internas que habitam nos adultos que questionam as notas.

    No primeiro desenho, os adultos questionam-se a si próprios sobre os resultados das notas, colocando o locus de controlo no seu interior. Neste caso, a imagem revela-nos que as notas são o resultado da sua própria atitude desresponsável ou até pueril (daí a criança ser chamada à atenção) para com a escola. Aqui temos, portanto, em 1969, uma certa tendência mais neurótica, onde a agressão ocorre para dentro.

    No segundo desenho, que representa a actualidade, é notório o traço mais psicótico quando os adultos deixam de "levar desaforos para casa", digamos para a sua própria realidade interna, numa tentativa exagerada de evitar o surgimento de sentimentos de culpa. O locus aqui é completamente externo, roçando, por vezes, um certo delírio motivante no acto, ao confundir totalmente o que deveria ser seu com aquilo que existe no outro, aqui representado pela figura da professora. Isto é, o inconsciente é revelado durante a projecção da sua própria inépcia no seu mundo exterior.

    Sofia, eu penso que este assunto já está esgotado, de facto. É sempre um prazer ler-te com a tua veia optimista. Não és vulgar e consegues dizer e sentir aquilo que parece tão simples, mas que os nossos egos, tanta vezes, fazem por nos cegar.

    No outro comentário teu sobre o tema da "Indignação", em que, de alguma forma, pretendeste propôr a substituição da minha expressão pessimista de Maldade por Ignorância, não pude deixar de fazer um paralelismo com o que Cristo disse quando estava pregado na cruz e ao ver os soldados em baixo a rirem-se dele: "Perdoai-lhes Pai que eles não sabem o que fazem". Quando crescer quero ser como tu :-)

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